Como posso gostar mais de mim e me sentir mais bonita?
Se você chegou até aqui, é provável que esteja cansada de se comparar, insatisfeita com a própria aparência, insegura diante de outras mulheres ou percebendo que a opinião dos outros tem um peso maior do que gostaria... e tentando encontrar uma resposta para a pergunta: como me sentir melhor comigo mesma?
Às vezes, você até sabe racionalmente que tem qualidades, habilidades, sabe que é competente, interessante, capaz... Mas ainda assim fica aquela sensação incômoda de que poderia ser melhor, mais bonita, mais segura, mais desejada ou mais parecida com aquilo que imagina que deveria ser.
E então surgem tentativas ou pensamentos de mudar: mudar o cabelo, o corpo, as roupas... o comportamento, a maneira de falar, a maneira de se relacionar...
Mas e se, antes de tentar essas mudanças, fosse importante compreender como você aprendeu a se enxergar?
Você realmente não gosta de si ou não gosta da imagem que construiu de si?
Existe uma diferença entre olhar para si e reconhecer algo que gostaria de mudar e viver em uma constante sensação de inadequação e insuficiência.
Quando você pensa:
"Eu não sou bonita o suficiente."
"Todo mundo parece mais interessante do que eu."
"Eu nunca faço nada direito."
"Se aquela pessoa não gostou de mim, talvez exista alguma coisa errada comigo."
Essas frases podem parecer apenas pensamentos passageiros, mas quando se repetem, começam a participar da maneira como você constrói a própria identidade.
Você deixa de pensar "não gostei disso em mim" e começa a pensar "eu não sou boa o bastante". É aí que a relação consigo mesma pode se tornar mais dolorosa.
A forma como você se vê também foi construída
A maneira como você aprende a perceber suas capacidades, sua aparência, seus limites e seu lugar diante das outras pessoas vai sendo construída ao longo da vida.
Olhares, comentários, elogios, críticas, comparações, relações afetivas, experiências de rejeição e expectativas podem participar dessa construção.
Uma menina que aprendeu muito cedo que precisava agradar para ser elogiada pode chegar à vida adulta prestando atenção demais na reação dos outros. Quem foi frequentemente comparada pode desenvolver um olhar muito atento para aquilo que considera faltar em si. Quem aprendeu que errar era motivo de crítica pode se tornar extremamente exigente consigo mesma.
Isso não significa que exista uma única causa para a maneira como você se sente. Significa que vale a pena olhar para a sua história.
E o que é autoestima, afinal?
De maneira simples, autoestima diz respeito à relação que você estabelece com o próprio valor. É o amor próprio, é gostar de si.
E isso não significa se sentir linda, maravilhosa, feliz e perfeita todos os dias. Mas especialmente, não se abandonar nos dias mais difíceis e dolorosos. Não ser sua maior inimiga. Aprender a administrar a autocobrança e ser gentil consigo (autocompaixão).
Também não significa acreditar que você não tem defeitos. Uma autoestima mais consistente e equilibrada permite reconhecer uma falha sem transformar isso em uma sentença sobre quem você é.
Você pode pensar "Eu errei." sem precisar concluir "Eu sou um fracasso."
Pode perceber algo na sua aparência de que não gosta sem transformar isso em "Eu sou feia."
Pode ser rejeitada por alguém sem concluir "Ninguém vai me querer."
Essa diferença parece pequena, mas muda bastante a maneira como você habita a própria vida.
E onde entra a autoimagem?
A autoimagem é a maneira como você se percebe. Ela envolve a imagem que construiu sobre sua aparência, personalidade, capacidades e características.
Por isso, autoestima e autoimagem estão profundamente relacionadas.